sexta-feira, 27 de abril de 2012

No ínicio

Era uma vez, porque é assim que começa...na verdade esse era uma vez começa a muito tempo atras porque meus pais já tiveram uma história e meus avós e bisavós também, então vou começar dizendo que gostaria muito de escrever um livro, mas não esses livros que contam a estória da gente porque a vida já é tão edifício,eu gostaria de escrever um livro infantil cheio de magia, aliás a infância é a melhor fase da vida, não precisa se preocupar com nada, é só sonhar porque do resto cuidam os pais. Por falar em cuidado acho que sou um pouco neurótica ou são as outras mães que nem ligam...durante as aulas de balé da Camila eu fico lá monitorando tudo de perto,pra ver quem foi ao banheiro ou quem saiu da sala, fico apavorada quando nas quartas-feiras o professor fecha a porta, não que eu desconfie de algo, nem que a minha filha tenha reclamado, mas é que o fato de meninas pequenas estarem fechadas em uma sala com um homem desconhecido pra mim  me dá uma sensação de impotência, porque eu não posso ver nem controlar o que está que acontecendo, fico lá fora controlando meus maus pensamentos e pedindo a Deus que eu possa ter uma mente mais pura, e é claro pedindo a ele que cuide da minha filha, enquanto disfarço conversando com algumas mãe que também compartilham do mesmo pensamento. Enquanto outras mães estão indo ao centro da cidade fazer sei lá o que... Será que elas não percebem o quanto é importante elas estarem ali, que se a filhinha delas chorar o único colo que irá consolar é o da mãe, e que só  a presença delas ali já traz segurança que uma criança precisa. Por muitas vezes eu me senti assim insegura, sozinha e não demorou muito pra isso acontecer, me recordo exatamente que quando eu tinha cinco anos tive uma experiencia indesejável...minha mãe e eu fomos na casa de uma vizinha, não sei o que ela foi fazer lá, mas entrou e deixou que um dos filhos dessa vizinha saísse pra passear comigo, não fomos muito longe, apenas na esquina da rua, mas longe o suficiente da minha mãe, lá ele mandou eu fechar meus olhos porque ele tinha uma coisa pra eu experimentar...mas não era pra eu morder! FILHO DA PUTA!!! Eu só tinha cinco anos e só descobri o que aconteceu muito tempo depois...Só contei isso para o meu marido, ele é meu grande amigo, confio nele e agora posto isso aqui na esperança de que alguém leia e fique esperto com os riscos que correm com seus filhos sozinhos por ai, com pessoas que julgamos ser corretas...Pré-julgamento invalido, cruel e que podem deixar marcas profundas. A mim só cabe tentar perdoar e esquecer...Também esse é o motivo de começar esse blog, postar aqui tudo o que eu penso, minhas estórias, (e tenho muitas pra contar) minhas alegrias e tristezas, meus pensamentos e sonhos. Por hoje é isso, cuidem bem dos seu filhos.
_____________________________________________________Carpe Diem